sexta-feira, 22 de abril de 2011

Saciar os Sonhos


Gostaria de fazer amor sob a penumbra
ao luar suave e a janela aberta.
Você com um jeitinho que me deslumbra
e beijar teu corpo na hora certa.
Quem me dera poder saciar
esses sonhos noturnos que me causam insônia.
Venha e seja meu par
Amor, sem vergonha.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Senhor do Tempo

Eu nem sempre planejei alguém pra chamar de minha vida
Nem sempre almejei ter uma mulher que chamasse de querida
Por todas as paixões que eu tive, de todas que gostei, você é a mais bonita
Qualquer sonho que eu tenha, qualquer beijo ou despedida
Quero-te sempre ao meu lado para curar junto comigo todas as suas feridas
Com as mais claras palavras eu firmo o compromisso
De sempre ser confiável e nunca ser omisso
De querer estar sempre ao teu lado e de resistir a qualquer feitiço
De ofertar-te as mais lindas sílabas de um amor forte e maciço
Acordar contigo ao lado e agradecer por me fazer sentir tudo isso
Fazer de ti minha amiga mais fina confidente
Deixar-te confortável para dizer tudo o que sentes
E nós dois em dois corpos formaremos uma só mente
Compartilhar as dores e alegrias em um mesmo ambiente
Fazer de nós uma entidade única em indivíduos diferentes
A saudade que eu sinto hoje só me faz ter certeza
Quando penso em minha morte, encontro em ti minha fortaleza
As cores e os sons que lhe daria seriam os mais belos da natureza
Se eu fosse Senhor do Tempo
Colocar-te-ia eternamente em teu trono de princesa
Se eu fosse Senhor do Tempo
Livraria o mundo do mal para que dormisses em paz com tua beleza

(Danilo R. Leite)

Arquibarcas para minha plantação

Que coisa rasa é... companheiro, viajar!
Nas páginas d'algum periódico matinal.
Traz em suas folhas mentira descomunal,
que o Brasil gera empregos e está a esbanjar.

Nunca vi coisa pior, sequer nem mesmo igual.
À medida que contratam, veja só que ilusão...
demitem ao mesmo passo essa mesma multidão.
Restando aos desprovidos atividade informal.

Peço ao Pai sabedoria, jamais analiticidade.
Quer com porcos me misture... embora cidadão:
meu sonho é partir pra sempre da cidade.

Esquecer metas gráficas e viver de candeeiro.
Desmontar velhas arquibarcas para minha plantação:
e não precisar entregar a vida para ter dinheiro.
(Danilo R. Leite)
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Poema inspirado na notícia: Demissões encostam em contratações.

Habeas-Pinho

Por favor dê uma olhada neste formoso slide
no qual antivírus já passei desde outrora
Dos primeiros erros aos lamúrios da aurora
Cantando favoreço a criação da amizade

Faço com este post um soneto em pleno alcance
de pequeno que se aprende a contemplar tal sentimento
em poesias que iluminam os meus olhos no momento
Aprendi a dar valor mesmo a coisas tão sem chance

Metrificando poucos versos de alegria com meus traços
resolvi deixar a vida transcorrer sem precauções
amarrando com cuidado e carinhos os meus laços

Não pudera jamais ter mero carinho e compaixão
sem ter antes me ferido no caminho de ilusões
muito embora transformei cada ladeira em lição.
(Danilo R. Leite)

Link slide: http://www.slideshare.net/leossa848/habeas-pinho-4629380

Fiquem em paz.

A Saga de Joelhinho

Joelhinho é um indiozinho muito esperto. Gosta de viver a vida, é amigo dos amigos e amante de seus amores. Joelhinho nasceu pra mim no momento em que o conheci. Canta canções modernas e antigas e entretém com seu jeito sentimental de cantar e tocar. Toca instrumentos de corda e percussão. A vida de Joelhinho nem sempre foi farta e nem sempre foi de rosas:
Quando eu o conheci ele se dedicava a uma menina bem diferente. Menina que ocupava o seu tempo e a sua mente. Num rompante de loucura um tempo ele pediu. Quando quis voltar, sua garota não o permitiu. Foi a primeira vez que vi Joelhinho cantar mais forte e com saúde, como se um vigor sobre-humano tivesse tomado conta de suas virtudes. Cada dedilhado no violão...  
Joelhinho foi à vida, não desanimou. Reergueu-se e provou à sua antiga amada o quanto tinha valor. Hoje quem se arrepende é ela de ter jogado fora essa chance de amor. Joelhinho me viu crescer como poeta e autor e me incentivava sempre com suas observações inteligentes. Joelhinho se apaixonou de novo, com ajuda de um grande amigo seu, seguiu o conselho e disse a sua futura amada que a admirava. O romance surgiu, e para sua amada um desenho lindo de seu rosto em preto e branco Joelhinho desenhou. Pena que a menina tinha coração de pedra, de mármore frio e branco. Nada pode enfeitiçá-la. O romance acabou. Joelhinho mais uma vez foi ao fundo do vulcão. Conheceu o pó e as lavas e o calor da solidão. Quando nada mais servia para alegrá-lo deu-se conta de seus amigos, debruçou-se em poesias e garrafas de vinho tinto. Superou as expectativas e provou mais uma vez a energia de seu espírito magistral. Conheceu a primeira lei do amor, o sentimento de verdade. Esqueceu todas as outras e partiu em um precipício ao qual julgava que seria eternidade. Viveu realmente a felicidade, encontrou nesta pessoa a atenção e o futuro que traduzia sensualidade. Ao notar coisas estranhas se recusou passar adiante. Com seu ímpeto índio moveu a situação ao seu favor. Num vai e volta desfavorável conheceu a quebra de ilusões. Ao longo de vários anos finalmente percebeu  que passaria por tribulações. Vindo de outra cidade, amargura sabia de cor, envelheceu mais de 10 anos, viver sem alegria achava melhor. Reencontrou antigos bilhetes, pessoas rasgadas, rabiscos do tempo que ainda era alguém. Desfolhou estes rascunhos e encontrou seu velho eu. Atingiu desenvoltura e outro amor conheceu. Desta vez pra emancipar, pra tornar tudo moral, colorido, sem mentiras, sem manchas nem gosto de sal. Reviveu sua vida, alegria e coisa e tal. Hoje em dia arranca suspiros das meninas que quiseram seu mal. É um exemplo de sucesso, de sentimento, de sagacidade. Joelhinho toca e canta, escreve e compõe com a mesma facilidade. Encontrou de uma vez por todas o caminho do ser perfeito, carrega seus dias mais leves e sem ardência em seu joelho direito. Sua felicidade contagia de Sergipe a Medellín. Vive ao lado de quem o ama, sua mais linda Suellyn.
Salve, salve Joelhinho mais um exemplo a ser seguido.
Sua vida merece um registro, a melhor seria um livro.
A saga acima são relatos ilustrativos da vida de Lucas Rodrigues. Uma singela homenagem a quem dedicou tantos anos de atenção a uma amizade que nem o tempo duro conseguiu estilhaçar.


Danilo R. Leite

Cat City


Pense

 A cada minuto eu estou envelhecendo,
assim que nascemos já estamos bem morrendo.

Eu vivo a morrer, morrer, morrer.

A vida é um relógio tal girando anti-horário,
nem sempre percebemos e vivemos ao contrário.

Coração, cada compasso de batida é menos um.
Se apaixona pela sina de voar sem plano algum.

O preto é a cor da metade dos meus dias,
o luto preferido de todas as fotografias.

O riso do meu passo usa bengalas e muletas,
e o bolso em meu casaco leva 10 mil borboletas.

Eu vivo a morrer, morrer, morrer.

Enfeio a minha língua com diversas catacreses.
O tamanho da igreja é indiferente ao quanto rezes.

O tempo oxidante afina o caule do girassol.
Sinfonias destruídas em oitavas de si bemol.

Apóstolos pintados ao redor da redenção...
o frio em 2000 anos apagou a compaixão.

Reis me salvem do viver, irmãos me salvem do amanhã,
onde jazigos vazios ecoam o ruído da mordida na maçã.

Eu vivo a morrer, morrer, morrer.

tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac cit cat cit cat cit cat city.

Danilo R. Leite

Desabafss

Tenho medo da minha inteligência,
observo tanto me levo a depressão.
Tem dias de nervo e perco a paciência,
aperto meus punhos fechando a minha mão.
Gatilho pesado pronto pra atirar.
Um ódio guardado, não posso explicar.
Queria fugir, sumir desse lugar,
virar uma lenda e me mistificar.
Deitar entorpecido é bem mais natural;
levantar enfraquecido é o colateral.
Os dias vão passando não quero mais voltar;
o calendário do ano em brasas a passar.
Inércia, solvente, derrete a minha mente!
Fagulha, ilusão, acende o meu perdão!
Quem será o salvador?
Quem dirá que eu estou bem?
Apareça, por favor,
me transforme em alguém.
Absurdo corrosivo, alucinação.
Anti-depressivo acalma o coração.
Quem me dera poder saciar
meus dias feridos com pura liturgia.
Procurei a igreja encontrei satanás.
Afundei na poeira, sumi na geografia.
O mundo é oval
de um ouvido só.
Se brinca no seu sol
amanhã só resta o pó.
Ignorância ingrata,
pobres cheios de cria.
De terno e de gravata
os golpistas da democracia...
Sociedade civil atrofiada,
de permanente mente raquítica!
O reflexo do rosto do povo
se reflete nas águas do lago da política.
Não nos culpe em vão,
é ausência de abundância.
Roubo hoje pois me lembro,
passei fome na infância.
São os maus que derrotam os justos que governam?
Cadeira cativa na bancada do 'nada posso fazer!'.
O percentual de safados no planalto de Brasília
é o mesmo dentre o povo que preza pela família. 
Repousando suas bundas nas cadeiras do poder...
no Brasil é argumento: sou doutor de não sei o quê...
Ninguém viu os corruptos cairem de naves espaciais!
Criem teus filhos de maneira que tenham orgulho de seus pais.
Danilo R. Leite

Anjo e Demônio


Demônio & Anjo

Estas figuras são os símbolos das nações. Um, é o fogo revestido de controvérsia! É o batuque alegórico apesar das imundices e destruições. O outro, o anjo, é a esperança da polícia mundial. É o Rei-Deus das constelações (The Dick of the Galaxies). Quem dita as regras da criação e influencia as vontades de todos os povos, apesar do livre arbítrio.


Que paradoxo é o céu! Que lugar lindo, amigo. Forrado com tapetes Persas e taças de cristal. Cortinas de cetim dourado e flashes divinos de espectadores do mundo desigual.

Eu não me engano de alegria. Já foi a era de admirar a lua de cristal. O anjo soberano está de olho em nossa camada do pré-sal.  Os títulos da dívida habitam o lado rubro-flamejante. Ó querubim do mal mesquinho, que compra barcos de luxo e empurra os seus filhos às lâminas do redemoinho. O evidente não é banal. A mente generosa de seu povo que é tão simplório. Admira com ignorância um anjo bom de terno azul petróleo! Os dois lados aguçados da vida. Os dois lados da rua, da quinta avenida. O trânsito que os vê passar. Os ventos que tocam suas manchas de nascença. Nem o fim do mundo imagina o tamanho do poder de vossas excelências!
A batalha ignóbil entre o céu e a terra. O barulho de todos os pássaros a respirar arfantes. Prevendo o tempo se arrastando em direção a guerra. Fazendo alvejarem-se irmãos que certa vez eram amantes. O romper do pulular. Os descendentes de Baltazar, e de tantos outros nomes bíblicos. O império da desconfiança, plantando em suas crianças conhecimentos empíricos!
A linha tênue do inalcançável. O bombardeio de elogios falsos dos tiranos, bárbaros e ostrogodos. Debruçado no plano estilo Maquiavel sobre seus estratagemas e engodos! O estraçalhar da última vidraça. O apelo de todo cidadão mortal. Pelo amor que existe em todo sistema admirável! Encontra tu, ó anjo, êmbolo que obstrua vossas divinas artérias de aço inoxidável.

Início & Fim

O lado do mal está se proliferando. O castigo dos reis benditos está se aproximando. Não existe mais uma gota de confiança somada à dignidade. O demônio do pré-sal aguarda a chegada do exército soberano. O anjo negro piedoso implora saber o que seria honestidade! O assalto diplomático das brasas profundas do inferno azul-anil. Os Estados se Unem a derramar pra si o gás e o óleo do Brasil!
O fim está tão próximo quanto propício. Depois do fim há sempre um novo início.


Danilo R. Leite

Gravatas do Planalto

Parcelas humanas do subúrbio
retratam a escassez e o distúrbio.
O legado atrasado da periferia
domina as pesquisas da democracia.
Um voto inteligente vale igual
ao voto-escambo por um saco de cal.
Quem teve sorte de aproveitar bom estudo
reconhece a letargia para seu próprio futuro.
Os pobres dominam os rumos da nação
uma vez que baseiam a pirâmide da população.
Sem teoria ou vacina contra prolixos e ludibriantes
tornam-se presas fáceis dos candidatos a governantes.
Aspirantes estes que também são parte do povo
e alguns que reclamam dos tais fariam tudo de novo.
O problema está na origem, nada se faz sozinho
nenhum dos seus políticos saiu de país vizinho.
A relação entre 'honestidade x pessoas' como um todo no Brasil
mostra a probabilidade de irmos todos à Puta que nos Pariu!

Glossário se necessário:
Escambo - Troca direta de mercadorias sem interveniência da moeda.
Letargia - 1° Sono profundo. 2° Apatia. 3° Falta de ação; inércia.
Prolixo - Dado a verbosidade (grande fluência oral) e falta de concisão no falar e escrever.
Puta que nos Pariu - Lugar reservado no inferno aos incultos e desinteressados.

Danilo R. Leite
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