quarta-feira, 20 de abril de 2011

A Saga de Joelhinho

Joelhinho é um indiozinho muito esperto. Gosta de viver a vida, é amigo dos amigos e amante de seus amores. Joelhinho nasceu pra mim no momento em que o conheci. Canta canções modernas e antigas e entretém com seu jeito sentimental de cantar e tocar. Toca instrumentos de corda e percussão. A vida de Joelhinho nem sempre foi farta e nem sempre foi de rosas:
Quando eu o conheci ele se dedicava a uma menina bem diferente. Menina que ocupava o seu tempo e a sua mente. Num rompante de loucura um tempo ele pediu. Quando quis voltar, sua garota não o permitiu. Foi a primeira vez que vi Joelhinho cantar mais forte e com saúde, como se um vigor sobre-humano tivesse tomado conta de suas virtudes. Cada dedilhado no violão...  
Joelhinho foi à vida, não desanimou. Reergueu-se e provou à sua antiga amada o quanto tinha valor. Hoje quem se arrepende é ela de ter jogado fora essa chance de amor. Joelhinho me viu crescer como poeta e autor e me incentivava sempre com suas observações inteligentes. Joelhinho se apaixonou de novo, com ajuda de um grande amigo seu, seguiu o conselho e disse a sua futura amada que a admirava. O romance surgiu, e para sua amada um desenho lindo de seu rosto em preto e branco Joelhinho desenhou. Pena que a menina tinha coração de pedra, de mármore frio e branco. Nada pode enfeitiçá-la. O romance acabou. Joelhinho mais uma vez foi ao fundo do vulcão. Conheceu o pó e as lavas e o calor da solidão. Quando nada mais servia para alegrá-lo deu-se conta de seus amigos, debruçou-se em poesias e garrafas de vinho tinto. Superou as expectativas e provou mais uma vez a energia de seu espírito magistral. Conheceu a primeira lei do amor, o sentimento de verdade. Esqueceu todas as outras e partiu em um precipício ao qual julgava que seria eternidade. Viveu realmente a felicidade, encontrou nesta pessoa a atenção e o futuro que traduzia sensualidade. Ao notar coisas estranhas se recusou passar adiante. Com seu ímpeto índio moveu a situação ao seu favor. Num vai e volta desfavorável conheceu a quebra de ilusões. Ao longo de vários anos finalmente percebeu  que passaria por tribulações. Vindo de outra cidade, amargura sabia de cor, envelheceu mais de 10 anos, viver sem alegria achava melhor. Reencontrou antigos bilhetes, pessoas rasgadas, rabiscos do tempo que ainda era alguém. Desfolhou estes rascunhos e encontrou seu velho eu. Atingiu desenvoltura e outro amor conheceu. Desta vez pra emancipar, pra tornar tudo moral, colorido, sem mentiras, sem manchas nem gosto de sal. Reviveu sua vida, alegria e coisa e tal. Hoje em dia arranca suspiros das meninas que quiseram seu mal. É um exemplo de sucesso, de sentimento, de sagacidade. Joelhinho toca e canta, escreve e compõe com a mesma facilidade. Encontrou de uma vez por todas o caminho do ser perfeito, carrega seus dias mais leves e sem ardência em seu joelho direito. Sua felicidade contagia de Sergipe a Medellín. Vive ao lado de quem o ama, sua mais linda Suellyn.
Salve, salve Joelhinho mais um exemplo a ser seguido.
Sua vida merece um registro, a melhor seria um livro.
A saga acima são relatos ilustrativos da vida de Lucas Rodrigues. Uma singela homenagem a quem dedicou tantos anos de atenção a uma amizade que nem o tempo duro conseguiu estilhaçar.


Danilo R. Leite

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