sábado, 16 de julho de 2011

O Homem e a Semente (Os Gritos)

A dúvida que consta em todos os ritos.
A dúvida que habita da Franco-Maçonaria.
A incerteza da resposta, da música.
A incerteza da existência, da bênção.
A lógica inalcançável dos santos.
A lógica inalcançável das doutrinas.
A fonte de toda aberração.
A fonte da admiração da natureza.
A foz da evolução divina.
A foz que destrói montanhas.
A cura da amizade, do sorriso.
A cura da humanidade, lumiar.
A vista do interior do precipício.
A vista da catedral sem bancos.
A vida mesquinha, abundante.
A vida que sobra, que mastiga.
A morte que jorra rios de leite.
A morte da glória, das seiscentas virgens.
A purga, abrolhos que não abre olhos.
A purga, que suga soprando inverso.
A paz marinha, bem no fundo.
A paz marinha, desconhece constelações.
A saliva no olhar, o molho.
A saliva na veia, descansando.
A minha seiva.
A minha
A porra da minha loucura.
A porra do mito, do sacerdote, do homem.
A merda da moral, da ética.
A merda da puta da educação.
A postura, o protocolo, nos dê colo.
A postura, a coluna, o tórax sem mente.
A semente
A semente de prazer...
A dúvida
A incerteza.

(Danilo R. Leite)

Um comentário:

Robertson Rébula disse...

Rit...ritmado..ado e bem acabado.
componha...ponha, um, cem, mil
ponha e componha.
as palavras precisam viver,
os versos precisam de almas,
só a arte salva
a quarta parte .
Ler e escrever;
ler e escrever.
Um dia o sino toca.
Parabéns

Licença Creative Commons
This work is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 2.5 Brasil License