sábado, 9 de julho de 2011

Substituição da Poesia

Sempre que a poesia
eu me lembrava das estrelas
vindo à luz como vidas
crescendo seu brilho
a cada olhar.

Sempre que a poesia
eu me lembrava do frio
do início do orvalho
sobre a grama do chão
ao luar.

Sempre que a poesia
com os pirilampos
e o risco da pólvora
ao acender o lampião
hei de lembrar.

Sempre que a poesia
eu guardava um sentimento
para que me recordasse
e fizesse uma anoitecia.
(Danilo R. Leite)

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