segunda-feira, 25 de julho de 2011

A Verdade ou a Dúvida

Nem eu sei o que quero,
como posso a alguém dizer o que querer?
Eu sei aquilo que espero,
o que seria ótimo ver acontecer.


Eu sei que o busco saber,
e perco noites aceso tentando encontrar.
Tenho certeza que ao perceber,
à primeira vista hei de me apaixonar.


Porque amor é sincero,
não se envolve em labirintos da razão.
Diz ao peito, austero:
quero agora, sem atraso ou questão!


Eu sei do que já se sabe,
entendo sempre o que se pode entender.
Entretanto, sei da felicidade
somente o quanto pude depreender.


O caminho que sigo é correto,
não demora mais que uma dúvida.
Quando não finda, é discreto,
devendo a alma mais uma dívida.


Meu horizonte em expansão,
conhece o quanto não enxerga.
Tem certeza da emoção,
de uma vida inteira em entrega.


Capacito o ouvido e o olhar,
rasgo minutos valiosos de deitado em berço.
Aproximo-me de mim ao divagar,
e afasto-me da verdade inda mais um terço.
(Danilo R. Leite)

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