segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Peles Gastas

Eu nunca vou te amar
Como você já fora amada certa vez
Eu nunca vou te amar
Como amei alguém da primeira vez

Eu nunca vou te amar
Como aquele certo alguém te amou
Eu nunca vou te amar
Como um certo alguém uma vez amei

Eu nunca vou te amar
Como em sonho você fora arrebatada
Eu nunca vou te amar
Como em meu peito tanto ardeu cada cartada

Eu nunca vou te amar
Como você se entregou pela primeira hora
Eu nunca vou te amar
Como da primeira vez saí porta afora

Eu nunca vou te amar
Mas prometo, por dentro guardo um segredo
Eu nunca vou te amar
Mas te dou, em garantia, o que restou de sentimento

Peles gastas de tanto arrependimento...

(Danilo R. Leite)

Nota - afora: comentado pelo Professor Sacconi.

3 comentários:

Karol Braga disse...

Amei o blog!!!
E essa poesia...
Dispensa comentários.
=D
Parabéns!!!

São Paulo disse...

Quem amou tanto de primeira sabe como é difícil continuar na vigésima terceira...

Sou fã da sua poesia!

sicilia disse...

Me incomoda muito ter apreciado esse poema... São verdades que eu não gostaria de ter, tão marcadas em mim. Perder a capacidade de amar nos deixa tão vazio... e frio.

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