sexta-feira, 30 de novembro de 2012

ESCREVO POR QUÊ?

Escrevo porque não podia deixar de ser.
Escrevo porque faz bem e faz crescer.
Escrevo a alma, escrevo pra vencer.
Vitória é coisa que dá orgulho de se ter.
E me orgulho apenas do que pude tecer:
Poeta é a coisa que mais me orgulho de ser.

(
Danilo R. Leite)

terça-feira, 27 de novembro de 2012

A Face e a Lua

A face e a lua
beleza crua.
A noite e a rua
a minha e a tua.

As gotas de chuva
molham tuas curvas
tão belas e surdas
nem ouvem minhas juras.

Tua boca e o não
tão certos que são
pois rendo-me então
ao copo e ao chão.

Te joga em meu pranto
e sejas meu manto
e que eu seja portanto
o silêncio que eu canto:

"A face e a lua
beleza crua.
A noite e a rua
a minha e a tua".

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Bocejo Infantil de Setembro



                    Misteriosas são as vozes que nos falam.
                    Desconhecidos são os recônditos da alma,
                    onde nenhum alfinete conseguiu ferir;
                    lugar sitiado apenas para deleite da natureza.
                    Coração e mente alinhados como estrelas,
                    formando as constelações mais admiradas.
                    As pétalas delicadas acariciam a vista,
                    trazem a pergunta sobre até quando irão durar;
                    persistir em vida contra quem mais encantam:
                    o bicho-homem que despedaça e avilta,
                    mas que encoraja e perdoa e percebe.
                    Sereno multicolorido pretende fascinar!
                    Quem poderia ter em si tal projeto? O criador?
                    Sobre que pensamentos estavam escondidos
                    os ipês tranquilos antes de brotar ao chão?
                    Travando guerra à cidade faminta,
                    inspiram ainda os que trazem saudade em vida.
                    Bocejo infantil ao esvair da noite.
                    Caules avante em direção ao céu...
                    e o azul infinito em forma de chuva retribui
                    os carinhos deles que daqui partiram despercebidos.
                    A energia florida em cores de realidade
                    circula o sangue da terra um dia satisfeita,
                    orgulhosa de suas criações e intenções.
                    Setembro, só o sabemos pois a beleza nos avisa,
                    quando o solo recoberto impõe respeito
                    e sagra a eternidade no sentimento de quem o viu, Setembro.
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